Parei de pagar a parcela do financiamento e fiquei inadimplente: como resolver?

Como evitar ficar inadimplente após parar de pagar a parcela do financiamento

O devedor jamais deve se conformar com a perda dos valores pagos em um financiamento. Caso não seja possível chegar a um consenso com a instituição financeira ou se essa quiser restituir um valor irrisório, é válido buscar o judiciário para resolver a questão, através da ajuda de um advogado de sua confiança.

Inadimplência é o descumprimento da obrigação assumida, voluntária ou involuntariamente, do estrito dever jurídico criado entre os que se comprometeram a fazer algo e o seu cumprimento foi parcial, incompleto ou, simplesmente, mal feito. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. 

Muitas pessoas adquiriram um imóvel ou veículo financiado em um período estável de economia e se viram obrigados a parar de pagar as parcelas mensais por algum motivo que, provavelmente, fez as finanças fugirem do controle.

O que fazer para não ficar inadimplente?

Se você parar de pagar o financiamento do imóvel, por exemplo (alienação fiduciária de bem imóvel), a legislação autoriza a instituição financeira a levar o bem a leilão em até trinta dias do registro da consolidação da propriedade em nome do credor. O devedor, por sua vez, deverá ser devidamente notificado do ato, sob pena de nulidade, caso ele não seja avisado da situação.

O primeiro leilão deverá abranger o valor do imóvel ou do veículo declarado no contrato de financiamento. Na hipótese de não aparecerem interessados no prazo de até quinze dias, deverá ser realizado o segundo leilão, ocasião em que o imóvel será vendido pelo maior lance (desde que seja superior à dívida com juros). Em tese, se sobrar algum valor, a quantia deverá ser entregue ao devedor. Porém, se faltar algum valor, o devedor continuará em débito com o credor.

É importante lembrar que o Código do Consumidor proíbe a perda total das parcelas, mas não determina a devolução de tudo que foi pago. Dessa maneira, é válido tentar judicialmente o ressarcimento do valor das parcelas pagas com o desconto dos prejuízos que a instituição financeira venha a ter, como impostos, condomínios em atraso, valor correspondente ao uso do bem, entre outros. Desde que seja tudo devidamente comprovado.

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚?  Deixe um comentário para nosso time de especialistas ou fale através do Whatsapp (71) 98603-1838, ou no telefone (71) 3351-1839. Será um prazer orientá-lo!

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

Onde nos encontrar

Souto Costa Advogados Associados © 2020 Todos os direitos reservados. Configurações de Cookies. Política de Privacidade.